O que aprendi com jovens que estão transformando grandes empresas

O que aprendi com jovens que estão transformando grandes empresas

Existe um movimento que está dominando o setor corporativo no Brasil

Desde que saí da faculdade tenho tido a oportunidade de acompanhar a trajetória profissional de amigas e amigos que admiro muito. Em comum, essas pessoas têm uma ambição enorme e um desejo de fazer algo significativo.

O que comecei a testemunhar, no entanto, foi uma onda enorme de frustração. Jovens com um talento ímpar e um alto grau de energia deixando oportunidades que muitas pessoas gostariam pelo simples fato de sentirem que o que estavam fazendo não faz sentido. Mais curioso ainda é o fato de que várias dessas pessoas deixam empresas após passarem por processos de trainee super disputados e que, olhando de fora, parecem ser o sonho de qualquer um de nós.

Essa é a crise do propósito. Essa geração começou a perceber que não faz sentido algum trabalhar para produzir e vender qualquer coisa, de cerveja a cartões de crédito, se não houver um real motivo para aquilo e que esteja conectado com o propósito de cada pessoa envolvida.

O que há nesse texto, no entanto, é um grande “PORÉM”. E nele reside a real oportunidade de transformação.

É realmente difícil fazer algo com propósito em empresas com baixo nível de consciência, porém essas mesmas jovens possuem um enorme senso de protagonismo que, somado a qualquer ínfima oportunidade oferecida pela empresa, pode fazer um barulho enorme e provam que é possível sim conectar grana e propósito.

O que nós decidimos aqui na Eureca foi encontrar essas pessoas. E mostrá-las ao mundo. E mostrar que é possível. E ajudar a transformar a nossa economia. A gente não precisava ter feito isso, mas foi uma das coisas mais incríveis na qual já investimos energia.

Criamos, em 2017, o Prêmio Valuable Young Leaders, um prêmio para reconhecer os jovens talentos corporativos mais conscientes e transformadores do Brasil, tudo isso em parceria com a Harvard Business Review .

As pessoas que se candidataram eram dos perfis mais variados que você pode imaginar. E essa diversidade se manteve até o final. Foram cinco jovens que receberam o prêmio, mas elas e eles são só a ponta do iceberg.

Ah, só para enfatizar, foram mais premiadas mulheres (3) do que homens (2). Tire suas próprias conclusões.

O real aprendizado, no entanto, veio da história de cada uma dessas pessoas, sendo que podemos sintetizá-los em três:

1) O que você faz precisa estar conectado a quem você é

Para vencer grandes desafios e intraempreender, é necessária uma quantidade enorme de energia para enfrentar burocracias e hierarquias exageradas, além da necessidade de criatividade para inovar e uma boa narrativa para liderar microrrevoluções.

O que esses jovens nos mostraram é que quando o desafio que se apresenta está conectado com alguma dor ou algum sonho seu, tudo isso se torna algo pequeno se comparado à energia que você possui. Quando isso não acontece (e tudo bem, às vezes você está na empresa errada mesmo), a desconexão vai corroendo o engajamento ao longo do tempo.

Por isso, deixamos duas perguntas:

1. Você sente que está na empresa certa?

2. Qual a relação entre os desafios que você enfrenta e o seu propósito de vida?

 

2) As pessoas precisam conhecer a sua história

Uma coisa é dizer que eu quero inovar em uma empresa porque inovar é preciso. Outra coisa é mostrar que a inovação é algo presente na minha trajetória e que tudo o que eu faço sempre me traz para um estado mental de inovação.

Quando a narrativa é forte, o engajamento das pessoas com o que você está tentando fazer é muito maior. Sem esse engajamento, você pode tentar de tudo, mas a solidão de fazer algo sozinha em algum momento irá te derrubar.

Quer uma dica? Assiste esse TED Talk aqui:

E quando estiver de frente a um desafio que pode te levar a transformar a sua empresa, reflita sobre essas três perguntas:

1. Por que eu?

2. Por que nós?

3. Por que agora?

 

3) As melhores oportunidades já estão visíveis

O mantra desse aprendizado é o bom e velho “não querer reinventar a roda”. Já existe muita coisa acontecendo por aí que pode ser uma enorme fonte de aprendizado e de boas referências. Quer fazer algo pela sustentabilidade? Já tem alguém fazendo algo incrível. Quer aumentar o protagonismo feminino na sua empresa? Também já existem boas referências. Quer mudar absolutamente tudo? Aí chega, você tá viajando e precisa de um pouco de foco.

Ao mesmo tempo, você também vai encarar alguns desafios que parecem completamente novos. Nesse momento, a sabedoria reside na capacidade de avançar aos poucos e rápido, executando ações que sejam seguras o suficiente para testar e boas o suficiente por agora. Se quiser ir fundo nesse tema, procure por effectuation no Google.

Aqui, em vez de perguntas, vamos manter a coerência desse tópico e falar sobre oportunidades. O aprendizado com essa galera foi tão, mas tão grande, que resolvemos passar isso adiante. Por isso, a Eureca e a Tribo criaram uma experiência baseada no Prêmio Valuable Young Leaders. O Camp VYL é uma imersão de quatro dias que trará líderes inspiradores, um conteúdo especialmente selecionado e jovens que, assim como você, buscam por desenvolver uma liderança orientada por um propósito para transformar as empresas no Brasil. De dentro, para fora.

Se esse é o seu chamado, sua presença é muito importante! Se ainda não é a hora, tudo bem, mas uma coisa é certa: esse movimento já começou ❤.

Texto por Ryoichi Penna | Palestrante do Valuable Young Leaders Camp 2018.

QUERO MEU INGRESSO AGORA

Venha se conectar com outros jovens líderes do Brasil.